Não é Justo

Já ouvi gente se queixando de que, se Jesus era tanto Deus quanto homem, então os seus sofrimentos e a sua morte perderiam todo o valor a nossos olhos, já que “para ele deve ter sido fácil“. Outros poderiam (com muita propriedade) censurar a ingratidão e falta de graça dessa objeção. O que me abala nisso tudo são os mal-entendidos a que isso leva. Em certo sentido, os que assim pensam estão corretos. Eles entenderam bem a questão. A submissão perfeita, o sofrimento pleno e a morte perfeita foram mais fáceis para Jesus porque ele era Deus e, ao mesmo tempo, só foram possíveis porque ele era Deus. Contudo, essa não é uma razão um tanto estranha para não aceitar o que ele fez? O professor é capaz de desenhar as letras para uma criança porque ele é adulto e sabe escrever. Isso, sem dúvida, torna tudo mais fácil para o professor; e só porque é mais fácil para ele é que ele pode ajudar a criança. Se esta o tivesse rejeitado porque “é fácil para os adultos” e esperasse até aprernder a escrever com alguma outra criança que não soubesse isso, ela não avançaria muito rápido. Imagine que eu estivesse me afogando num riacho e que uma pessoa, que ainda tivesse um dos pés na margem, pudesse me dar uma mão que salvasse a minha vida. Será que eu teria o direito de gritar de volta (quase me engasgando): “Não, não é justo! Você está em vantagem! Você está com um pé na margem!”? A vantagem – chame-a de injusta, se quiser – é a única razão pela qual ela pode me ajudar.
Onde você acha que poderá achar ajuda se não fixar os olhos no que é mais forte do que você?
C. S. Lewis, em Cristianismo Puro e Simples.
Texto do dia 8 de Maio do livro “Um ano com C. S. Lewis – Leituras diárias de suas obras clássicas”
O que é a fé?

O que é a fé? — pessoas me perguntam.
Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam e a firme convicção de fatos que se não vêem” — é o que define o livro de Hebreus.
Entretanto, parece que tal definição não cobre o todo da fé para alguns. Isso porque aparentemente falta à definição o sentido da fé como concordância com a doutrina e como perseverança na tribulação. Para outros, os que crêem que fé é também dúvida, a definição de Hebreus jamais é citada, posto que lhes pareça ser excessivamente simples ou simplista.
A fé, porém, é certeza de esperanças e certeza da existência do que não é apreendido pelos sentidos imediatos, seja para perseverar, seja para andar contra tudo… sem perder a esperança jamais.
O homem de fé pode duvidar, como não raro acontece. Mas é o homem quem duvida, não é a fé que carrega a duvida.
Jesus disse que existe muita fé e pouca fé!
“Nunca vi fé como esta” — disse Ele acerca do Centurião Romano.
“Por que duvidaste, homem de pouca fé?” — indaga Ele a Pedro.
A pouca fé é a fé emocional e momentânea, é a fé que vai porque está acontecendo… Mas quando as “ondas” aparecem, então, com a aparição vai a fé…
Já a muita fé é aquela que não duvida uma vez que tenha visto em Quem crê, à semelhança do Centurião, que não precisava de nada mais próximo ou tátil, pois, cria que Jesus era o que Havia [Há]… acima de tudo e todos.
O pai da fé é Abraão.
Ora, por que Abraão é o pai da fé se não porque ele creu no amor de Deus e na vontade bondosa de Deus apesar de tudo?
Paulo diz que Abraão é o pai da fé por ter crido, na prática, na Ressurreição antes de ela acontecer. E assim levou seu filho para ser imolado, crendo que Deus era poderoso para reavê-lo dentre os mortos.
A fé não é, todavia, fé em si mesma, não é fé na fé.
Fé na fé é crença, não é fé.
Fé na fé é mágica, mas não é fé.
A fé não é em si mesma, mas se projeta para além de si.
A fé na fé vai bem enquanto o que nos cerca é contornável, mas quando deixa de ser, então, tal fé não suporta o embate com a realidade.
Em Jesus, no Seu ensino nos evangelhos, a fé não é uma elaboração intelectual e ou filosófica.
Em Jesus a fé é uma dádiva do Pai aos simples de coração, aos que não se deixaram cegar pelas forças das razões fundadas no poder do homem, no seu entendimento ou nas suas decisões.
Para Jesus a fé era para quem queria…, não para quem discutia.
Não vemos Jesus jamais tentar provar a fé com argumentos.
Ele fazia. Quem cria aproveitava. Quem não cria não tinha ajuda de explicações.
Não dá pra criar fé. Dá pra criar crença. Mas fé não é obra do homem, é graça de Deus aceita pelo coração sem resistência.
A verdadeira fé, portanto, só se estabelece em mim quando minhas razoes cessam de guerrear com a Palavra feita carne em Jesus.
Posso não entender mais nada no Universo. Mas creio que Jesus é Deus.
Ora, se é assim comigo, na mesma hora o Universo e a existência começam a se fazer mais simples para o meu entendimento, ainda que eu não possa explicar muita coisa.
Afinal, quem crê na Ressurreição dos mortos não tem razão para temer mais nada e nem para duvidar de coisa alguma.
Assim, a fé não fecha a mente, mas a abre para mais possibilidades inusitadas e impensáveis.
Por hoje é só.
Outra hora continuo…
Nele, em Quem creio,
Caio Fábio
Minha filha foi sequestrada e assassinada… E Deus?…

From: MINHA FILHA FOI SEQUESTRADA E ASSASSINADA… E Deus?…
Sent: Wednesday, September 30, 2009 12:29 am
Subject: luto e Paz
Anapolis, 29 de setembro de 2009.
Querido pastor Caio Fábio,
Eu sou uma mãe que acaba de perder uma filha linda, maravilhosa de 26 anos, com apenas cinco meses de casada… Hoje faz sete dias que a perdemos…
Ela era poesia, cor, música e sensibilidade…
Nós somos uma família que conheceu Jesus quando as nossas três meninas tinham entre três e oito anos. Passamos por grandes lutas e desafios e congregamos na igreja presbiteriana do setor sul de Anápolis com o PR Ronaldo Cavalcante.
Caio Fabio, seguimos os seus passos todas as vezes que você esteve por aqui.
Quarta feira passada por volta das 13 horas meu marido me falou que tínhamos que ir para Goiânia porque a nossa filha do meio, a Polyanna, tinha desaparecido…a minhas pernas sumiram….mas eu levantei e entrei no carro para ir para Goiânia pois ela morava lá e estava casada e feliz…..
Apenas com 26 anos a publicitária mais conhecida da cidade por causa da sua alegria e capacidade de incentivar empresários a acreditarem em seus próprios negócios.
Os homens da família foram para a delegacia… e nós as mulheres da família ficamos 30 horas orando, clamando a deus e esperando o pedido de resgate, tendo em vista que o caro já havia sido encontrado com seus pertences dentro e o mesmo havia sido queimado para apagar provas e digitais, dificultando o trabalho da policia…
Oramos sem cessar e ouvimos, e lemos a Palavra; e tivemos a certeza de que o resgate seria pedido e esperamos que ela voltaria para nós e com sua tremenda capacidade poética e criativa e como uma menina apaixonada por Jesus ainda escreveria um livro para promover quebrantamento e conversão em muitas vidas….
A única palavra que eu queria ouvir nestas 30 horas de vigília e emoção, aflição e angustia profunda era: “a encontraram”…; ou um toque de telefone com o com o pedido de resgate…
Finalmente alguém entra naquela casa onde estávamos amigos e parentes amontoados na sala escorregando do sofá para o chão, então ouvimos: “achou”, mas foi encontrada morta com dois tiros…
Acabei de ler sobre o amor de pai que agradece a deus por saber que seu filho, para ficar livre desse mundo, tenebroso chamado por Jesus… Não consigo neste momento ter este sentimento de gratidão porque tendo certeza de que não era esse o desejo dela também…
Nós todos estávamos fazendo uma campanha de oração e eu sei quais eram os planos dela para o futuro… Planos de paz, de criação, de crescimento, para que o mundo conhecesse o talento gratuito que deus lhe deu…
Não posso considerar que a minha não aceitação é egoísta… ela queria viver aqui com o seu querido marido a lua de mel que a esperou por 8 anos, ela queria ter filhinhos e levá-los para jogar bola com o avô que não teve meninos, só meninas, ela queria realizar sonhos comunitários.
No ano passado ela criou um site: www.amigoinedito.com.br para movimentar os internautas a fazerem boas ações e registrarem seus depoimentos neste site.
E agora… Eu entendi a resposta que deram para o “mano”, mas voltar a falar com deus esta difícil demais…
Ainda não sabemos quem foi o sujeito que atirou nela, mas eu não posso acreditar que foi vontade de deus… se foi o ódio do inimigo das nossas vidas eu pergunto por que Jesus deixou assassinos interromperem a caminhada de uma mensageira de Deus ???
_______________________________
Resposta:
Minha irmã amada: Graça e Paz!
Do meu ponto de vista…, Adão não deveria ter pecado; Caim não deveria ter matado Abel; os filhos de Caim não deveriam ter construído Babel; Cão não deveria ter “abusado” na nudez do pai, Noé; Abraão não deveria ter gerado filho de sua serva, Hagar; Jacó não deveria ter enganado Esaú e nem Esaú deveria ter trocado a “bênção” por um prato de lentilhas; os filhos de Jacó não deveriam ter traído José; Moisés deveria ter entrado na Terra de Canaã; a filha de Jefté não deveria ter sido morta pelo voto do pai; Sansão não deveria ter morrido daquele jeito; Davi não deveria ter surtado nunca; e, por isto, não deveria ter perdido nenhum filho; Isaías não deveria ter sido serrado pelo meio; a mulher de Ezequiel não deveria ter sido morta como parábola para ensinar os incrédulos; Oséias não deveria ter sido tão infeliz no casamento; os inocentes deveriam ter sido poupados em todas as chacinas; nenhuma criança deveria ter morrido pela ambição dos adultos; nenhuma mãe jamais deveria ter comido seus filhos no auge da fome; João Batista deveria ter vivido vida longa e honrada, ao invés de acabar sem cabeça em razão de uma bunda bonitinha; Jesus, O Verbo, A Palavra, não deveria ter sido morto; a Ressurreição não deveria ter sido tão discreta…; os apóstolos, como Tiago irmão de João, não deveriam ter sido mortos por nenhum capricho [e todos foram...]; Paulo não deveria ter sido morto justamente quando os cristãos mais precisavam dele; milhares de testemunhas também nunca deveriam ter morrido uma morte sem sentido, banal; enquanto os maus prosperam; enquanto a injustiça foge do juízo; enquanto a verdade é pisoteada; enquanto a maldade se torna poder; enquanto gente boa some… sem explicação…
Sim, entregue a minha visão menor do que a de uma ameba e mais egoísta do que eu mesmo consigo discernir a profundidade do egoísmo, eu poderia consertar o mundo; impedir todas as injustiças; ajudar Deus a ser Deus; determinar o melhor pro mundo, pros meus filhos, pra minha vida; enfim, eu, entregue a mim mesmo, seria tão cheio de boas idéias…, que ninguém que eu amasse morreria; sim, ninguém…; e se morresse seria com meu consentimento, entendimento, compreensão e apoio a Deus na Sua soberania!…
Ah, se eu fosse o Deus do mundo ninguém morreria; ou, então, ninguém que eu gostasse; e, da minha casa, certamente ninguém morreria; não enquanto eu estivesse vivo…
Eu, todavia, há muito aceitei e vi que de fato não vejo; percebi que de fato não discirno; entendi minha limitação de entendimento; constatei que meu melhor amor é ainda por mim mesmo e por meus sonhos; aprendi que meus amores são “meus” e por “minha causa”; pois, morre o vizinho, e não sinto; morre o jovem da esquina, e logo esqueço; milhares são vitimados, e eu apenas lamento; o mundo acaba em vários lugares da terra, e eu agradeço que não seja AQUI…; e, aqui, é onde moro, vivo; e AQUI não posso conceber que aconteça o que no mundo inteiro acontece…
O que não dá é para sofrer em nome de sua filha os sofrimentos que ela não está sofrendo…
Sim, pois você queria ver a sua filha casada e feliz no casamento; tendo filhos; se realizando profissionalmente; etc… Esses são os seus sonhos e um dia foram os dela… Mas saiba: AGORA já não são [...] mais sonhos dela, mas apenas seus [...] por e para ela…
Hoje, para ela, o melhor marido é nevoa perto da Glória; a melhor lua de mel é amarga se comparada à alegria dela; os filhos mais lindos são miragens quando comparados aos encontros de amor que ela está tendo; as realizações profissionais que lhe orgulhariam, hoje, agora, para ela, são as canseiras e os enfados que cessaram…
O problema é que você não teve tempo para se realizar nela!…
É claro que a dor é indescritível… E ninguém pode dizer que não conheço tal dor… Mais de uma vez…
Todavia, é como pai que perdeu filho; como filho que perdeu pai; como irmão que perdeu irmão; como amigo que já perdeu milhares de amigos, que lhe digo que meus sentimentos seriam todos como os seus, não fosse o fato de que discerni faz tempo, que a maior dor dos enlutados é ainda egoísmo pelo outro [...] cuja alegria está plena, mas não a nós…; e, também, vi que tais sentimentos são todos o resultado de minha vontade de me ter nos meus filhos, de me reproduzir neles e assistir tal fato; ou seja: descobri com toda honestidade que minha frustração era não poder gozar a vida neles [...], nos que foram…
Entretanto, hoje, o que lhe digo parece sem coração e fácil de dizer…
Mas não é…
O que é então que me faz dizer o que digo?…
Ora, é a simples coerência com a fé que professo; é a simples coerência com Jesus; é a simples coerência com a existência que mata os homens dos quais o mundo não é digno; é coerência com João Batista, que não era inferior ao meu filho Lukas, e, mesmo assim, morreu por um capricho…
O que posso lhe dizer é que somente a transcendência da fé que se projeta para a Vida que é, sim, somente tal poder pode nos fazer vencer tal dor; a qual, por mais legitima que seja, sempre mistura amor e egoísmo; sempre mistura fé com privilegio; sempre crê que a vida eterna é uma belezinha apenas para quando a gente estiver caquético…
Leia os evangelhos e veja se é justo você pensar que a vida dos discípulos de Jesus esteja para além da calamidade!…
Sei que no momento minha resposta chega a você como vinagre na ferida… Infelizmente, no entanto, não tenho consolações vazias; e nem digo a ninguém o que Jesus jamais disse… Jesus nunca consolou ninguém dizendo “Que Pena! Tão Novinho!”…
Na realidade, ao olhar o mundo, mais creio e internalizo como verdade a declaração que diz que é preciosa aos olhos do Senhor a morte dos Seus santos!…
O que eu digo [...] você não entende agora, mas compreenderá depois!…
É justo e sadio chorar os nossos amados…
O que não é certo é perguntar por que em mundo que mata tanto todos os dias, gente que amemos também possa e venha a morrer?…
Além disso, o fato de ter sido um seqüestro seguido de assassinato, do ponto de vista de Jesus, não muda nada; posto que Lhe tenham falado das desgraças e maldades praticadas por Pilatos, ou do acidente idiota na Torre de Siloé, e, a tais narrativas, Ele não acrescentou nada em especial; visto que Dele não se tenha havido um “Oh!”; ou um “Ô”; ou um “Que coisa!”…
Não! Ele apenas disse: “Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis!”…
O fato é que Jesus não tem misericórdia e pena por ninguém que esteja partindo desse mundo para a morada do Pai!
Você teria?…
Sinto saudades… Choro… Abraço as memórias… Beijo meu filho no meu coração todos os dias… Mas não o traria de volta se pudesse… Sim, jamais desejaria a ele tal maldade de tê-lo de volta a esse mundo, uma vez que dele meu filho esteja livre para sempre…
Você acha mesmo que o sucesso Publicitário é para comparar com o nome dela publicado no Livro da Vida?…
Seu olhar está enterrado neste mundo, e, por isto, fica impossível hoje para você o alegrar-se na Glória de Deus!
Entretanto, eu lhe digo:…
Se tais “perdas” não nos projetarem para Deus pelo menos pelo afeto eternizado por filhos que já se foram para a Casa Eterna, pergunto: quando então se amará a eternidade ainda vivendo neste mundo?…
Será que um crente só deseja e celebra a eternidade quando o câncer já comeu tanto os órgãos, que a dor é tão desesperadora que a pessoa quer ir para Deus não por Deus, mas apenas para ficar livre da dor?…
É mesmo assim?…
Deus é apenas uma alternativa ao desespero da dor sem cura neste mundo?…
Ora, se é assim Deus ainda não é amado por nós!…
Chore! Chore! Chore! Pois dói demais!…
Mas chore enquanto vê sua filha em Glória; e, portanto, ao chorar, chore por você e não por ela; posto que se ela visse você lamentando a gloria dela, ela lhe diria:
“Mãe! Você não viveu para a minha felicidade?… Então, por que se entristece com minha plenitude em Deus?”
Além do que já disse, não tenho nada para dizer a ninguém e nem a você, minha amada irmã no Evangelho e no luto!…
Entretanto, sei que somente o Espírito Santo pode tornar alguém apto para discernir [...] e se consolar com tais realidades invisíveis…
Oro por você e pela sua casa… Oro pelo seu genro… Oro para que vocês se gloriem na esperança da glória de Deus, conforme se mande que seja para quem de fato crê em tudo o que confessa como fé em tempos de bonança…
Receba meu amor e minha solidariedade!
Nele, que ama nossos filhos mais do que em nosso egoísmo a gente consegue conceber o que seja amor,
Caio
30 de setembro de 2009
Lago Norte
Brasília
DF
QUANDO A IGREJA NÃO É “IGREJA”…

Igreja tem que ser coisa de gente de Deus, de gente livre, de gente sem medo, de gente que anda e vive, que deixa viver…, que crê sempre no amor de Deus…; e, sobretudo, é algo para gente que confia…, que entrega…, que não deseja controlar nada…; e que sabe que não sabe, mas que sabe que Deus sabe…
Somente gente com esse espírito pode ser parte sadia de uma igreja local, por exemplo…
Entretanto, para que as pessoas sejam assim seus pastores precisam ser assim…
Se o pastor é assim…, tudo ficará assim…
Ou, então, o tal pastor não emprestará a sua vida para o que não seja vida, e, assim, bem-aventuradamente deixará tal lugar de prisão disfarçada de amor fraterno…
Em igreja há problemas… É claro… Afinal, tem gente…
Mas nenhum problema humano tem que ser um escândalo para a verdadeira igreja de gente boa de Deus.
Numa igreja de Deus ninguém tem que ser humilhado…, adúlteros não tem que ser “apresentados” ao público…, ladrões são ajudados a não mais roubarem…, corruptos são tratados como Jesus tratou a Zaqueu…, e hipócritas são igualmente tratados como Jesus tratou aos hipócritas…; ou seja: com silencio que passa…, mas, ao mesmo tempo, não abre espaço…
Na igreja de gente boa de Deus fica quem quer e até quando deseje… E quem não estiver contente não precisa ser taxado de rebelde e nem de insubordinado… Ele é livre para discordar e sair… Sair em paz. Sem maldições e sem ameaças; aliás, pode sair sem assunto mesmo…
Na verdadeira igreja não há auditores, há amigos.
Nela também toda angustia humana é tratada em sigilo e paz.
Igreja é um problema?…
Sinceramente não acho…
Pelo menos quando a igreja é assim, de gente, para gente, liderada por gente, com o propósito de fazer de toda gente um humano maduro — então, creia: não há problemas nunca, pois, os problemas em tal caso nada mais são do que situações normais da vida, como gripe, febre ou qualquer outra coisa, que só não dá em poste de ferro…
Tudo o que aqui digo decorre de minha experiência…
Não é teoria…
Pode ser assim em todo lugar…
Mas depende de quem seja o pastor…
E mais: se o povo já estiver viciado demais nem sempre tem jeito…
Entretanto, se alguém decide começar algo do zero, então, saiba: caso você seja gente boa de Deus, e que trate todos como gostaria de ser tratado…, não haverá nada que não seja normal, pois, até as maiores anormalidades são normais quando a mente do Evangelho em nós descomplicou a vida.
Pense nisso!..
Caio Fabio
Ex-líder gay de jovens ressurge para contar seu dramático testemunho de conversão

11 de novembro de 2009 (Notícias Pró-Família) — Dois anos atrás Michael Glatze provocou ondas de choque em toda a elite homossexual quando declarou publicamente que ele havia abandonado sua vida como proeminente ativista homossexual, se tornado cristão e abraçado a “sexualidade humana normal”.
Contudo, depois de ser vítima de intensas críticas e zombaria após sua conversão, Glatze decidiu “se retrair”, “ficar em silêncio” e “se preparar” por um tempo, mas agora diz que se sente compelido a dar seu testemunho de novo. Numa entrevista com LifeSiteNews.com (LSN), Glatze disse que, longe de ter voltado a seu velho estilo de vida (como muitos de seus críticos da comunidade homossexual disseram que ele faria), ele está “extremamente feliz, e apto a ter uma vida muito boa, normal e saudável”.
Glatze começou a se identificar como homossexual com a idade de 20 anos. Depois disso ele fundou uma popular revista homossexual para jovens — Young Gay America — com pouco mais de 20 anos, e se tornou uma fonte para os meios de comunicação nacionalmente reconhecida em questões homossexuais aos 30 anos.
Durante esse tempo, porém, ele começou a ter dúvidas sobre a homossexualidade, e em 2005, depois de uma década trabalhando no movimento homossexual, ele desistiu de tudo, decidindo que era “errado e imoral”. Pouco antes de deixar sua posição na revista, conforme ele relatou em 2007 quando revelou pela primeira vez acerca de sua conversão, ele escreveu em seu computador de escritório: “Homossexualidade é morte, e eu escolho vida”.
Depois de anunciar sua conversão, Glatze diz que foi “duramente criticado por pessoas que não me conheciam ao ponto em que eu precisava me retrair, para entender melhor tudo o que eu estava discutindo”.
“A fúria que vem dos indivíduos ‘gays’ contra pessoas como eu pode ser cruel e vil, e pode machucar”, ele disse para LSN. “Eles não param por nada para fazer me sentir envergonhado por minha atual posição acerca da homossexualidade, e tentar me fazer duvidar do que experimentei em minha vida”.
“Cheguei ao ponto em que decidi ficar em ‘silêncio’, e recusar ofertas para falar, e me preparar”, disse ele.
Desde então ele diz que “está confiando em Deus, e somente em Deus”. “Venho adorando viver uma vida relativamente normal”, disse ele. “Vou à igreja. Tenho namorado moças. E, continuo a entender as ramificações do pecado homossexual de forma cada vez mais profunda, e à medida que encontro outros presos nesse pecado, aprendo mais sobre a natureza humana, e observo minhas próprias experiências — comparando-as com o modo como eu poderia ter respondido ou reagido em certas situações apenas alguns anos atrás”.
Agora pronto para compartilhar seu testemunho de novo, ele diz que insiste em fundamentar sua identidade em Deus, em vez de se definir de acordo com sua condição de “ex-gay”. “Não quero ser algum tipo de porta-voz que faz essa questão parecer exagerada acerca de mim”, ele explicou.
“Há inúmeras pessoas que saíram do estilo de vida homossexual com êxito, largaram os hábitos do pecado homossexual e que têm vidas felizes e saudáveis”, ele continuou.
Ele diz que foi edificado por “muitos, muitos e-mails de pessoas de várias partes do mundo que se identificaram com meu testemunho… que me incentivaram a prosseguir nesta caminhada, que estão felizes, que abandonaram a homossexualidade, deixando-a bem para trás, que têm filhos e que têm belas esposas”.
“Parte do problema em ‘divulgar o testemunho’ é que estamos realmente apenas falando sobre a experiência humana normal”, disse ele. “Não é o tipo de coisa onde você sente a necessidade de investir horas de sua vida, correr e gritar ‘Gente, vocês precisam respirar o ar!’”
A verdade é “óbvia”, explicou ele. “A heterossexualidade é a sexualidade humana normal, enquanto a homossexualidade é um desvio. Essas são coisas óbvias. O que é tão inovador é o modo como os ativistas estão tendo sucesso em turvar a realidade”.
“Penso que enquanto os meios de comunicação perpetuarem o mito de que a homossexualidade não pode ser curada… quero continuar a espalhar a mensagem da verdade em oposição a essa mentira”, disse ele, “sustentado pelo fato de que estou mais feliz, mais confiante e muito mais saudável — e muito, muito menos gay — desde 2007 e os anos anteriores”.
(Leia por você mesmo uma coluna de Glatze.)
Veja a cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:
Prominent U.S. Gay Activist Now Publicly Speaking Out Against Homosexuality
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/nov/09111207.html
Texto retirado: revistada.net
Combustão espontânea

Desde 1998, quando seu livro O movimento homossexual foi lançado pela Editora Betânia, Julio Severo começou a chamar a atenção. Ele se posiciona como um crítico ferrenho do comportamento gay, que combate com argumentos religiosos, sociológicos e políticos. Diferentemente de outros cristãos, que fazem da própria trajetória a motivação para sua militância, Severo, de 43 anos, garante que nunca teve qualquer envolvimento com a homossexualidade ? é casado e pai de três filhos ? e se diz um ativista pró-família, chamado para salvar o Brasil de uma ?ditadura homossexual?. Segundo o próprio, a atividade tem lhe causado muitas dores de cabeça: ?Sou alvo de todo tipo de ataque. Ameaças, xingamentos?.

O blog que mantém, e que é o principal veículo de divulgação de suas ideias, já chegou a ser tirado do ar a partir de denúncias de entidades de defesa dos direitos da comunidade gay, que o acusam de homofóbico. Severo diz que a pressão foi tanta que ele teve que deixar o Brasil no fim de março. Ele não revela o lugar onde está de jeito nenhum. ?Seria perigoso para mim e para minha família?, justifica. Lá, afirma que tem frequentado uma igreja ?muito humilde? e se mantido graças à ajuda que recebe de colaboradores e instituições que o apoiam.
Severo é daqueles crentes quixotescos, disposto a lutar contra moinhos que talvez só ele consiga enxergar. Nas suas palavras, até mesmo o governo brasileiro teria interesse em pedir sua deportação por conta das críticas que faz a Luiz Inácio Lula da Silva. ?O presidente faz defesa intransigente do homossexualismo e do aborto. Quanto ainda falta para considerarmos Lula e seu governo como possessos? Ele está acabando com a moralidade e a honestidade da sociedade?, dispara. O tom histriônico dá ao perfil de Julio Severo um contorno incendiário que ele faz questão de alimentar, e não apenas quando fala da homossexualidade. Ele defende, por exemplo, o direito de os pais crentes educarem seus filhos em casa (prática proibida pela legislação brasileira) como forma de mantê-los a salvo de supostas influências perniciosas da escola. Além disso, diz que o casamento é a solução contra a promiscuidade sexual entre os jovens evangélicos. ?Querem sexo? Então, que se casem?, prega Severo, para quem as famílias não deveriam estimular seus filhos a postergar o matrimônio em busca de qualificação educacional e profissional, e sim, fazer justamente o contrário. É provável que poucos crentes concordem com ele, mas Severo avisa: ?Quando meu livro foi publicado, muitos o acharam exagerado. Quem leu, hoje me chama de profeta.?
CRISTIANISMO HOJE ? Que tipo de ameaças o senhor recebeu por conta de sua militância contra a homossexualidade e que o obrigaram a deixar o país?
JULIO SEVERO ? Precisei sair do país depois que procuradores federais, numa atitude abusiva, intimaram um amigo meu a revelar minha localização. A alegação deles é que havia uma queixa de homofobia registrada contra mim em 2006 [N.da Redação: Procedimento Administrativo Cível nº 1.34.001.006020/2006-44, aberto a pedido da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais, a ABGLT ]. Sou alvo de outros tipos de ataques. Ameaças, xingamentos. Em julho de 2007, meu blog foi fechado pelo Google depois de uma longa campanha de denúncias de ativistas homossexuais. Graças à intervenção de advogados evangélicos e de um procurador, o Google liberou meu blog, entendendo que meu direito de livre expressão estava sendo violado. Tempos atrás, interceptei uma mensagem do líder máximo do movimento homossexual brasileiro, Luiz Mott, direcionada a outros dirigentes gays, onde havia o pedido para que se levantasse a meu respeito informações pessoais, como nome completo, endereço, fotos, histórico etc. Regularmente, aparecem páginas na web com conteúdo de pornografia homossexual contendo meu nome, como se eu estivesse ligado a tais obscenidades. Um conhecido site esquerdista chegou a publicar uma entrevista forjada, onde um falso ?Julio Severo? se confessa um homossexual promíscuo.
Quando o senhor saiu do Brasil?
Saí no fim de março deste ano.
Onde o senhor está atualmente?
Não posso revelar o lugar por motivo de segurança para mim e minha família.
Qual tem sido sua atividade e o que o senhor está fazendo para se manter?
Minha atividade aqui é exatamente a mesma que desenvolvia no Brasil: alertar, informar e conscientizar a sociedade através do meu blog. Não vou abandonar minhas responsabilidades para com o Brasil. Meu sustento atual está vindo da colaboração voluntária dos leitores e admiradores do meu trabalho.
Com base em qual instrumento legal o senhor tem sido denunciado?
Na base da pura truculência estatal. A Visão Nacional para a Consciência Cristã (Vinacc) teve seu direito de livre expressão totalmente violado numa campanha de defesa da família, pois sob pressão de ativistas gays e do governo federal, uma juíza acolheu uma queixa de homofobia contra a entidade. A Vinacc foi obrigada a remover seus outdoors, com mensagens como ?Homossexualismo: E Deus os criou homem e mulher e viu que isso era bom?. Essa simples declaração foi considerada criminosa e homofóbica.
E como está a ação movida pela ABGLT?
Não sei. Pelo tempo que já passou, considero essa ameaça sem efeito. Foi o que fiz também em 2006, quando recebi um e-mail da Associação da Parada do Orgulho Gay de São Paulo, dizendo que estavam entrando com queixa contra mim no Ministério Público Federal [MPF]. Não dei atenção, pois recebo muitas ameaças. Em maio de 2008, Luiz Mott declarou publicamente que entraria com queixas contra mim no MPF e outros órgãos. Depois da nossa saída do Brasil, sei que o MPF do Rio Grande do Sul pediu o arquivamento do caso, o que será decidido pela Procuradoria Federal paulista, de onde a ação é originária.
Por que o senhor começou sua militância nesta área? Já teve algum envolvimento homossexual?
Eu nunca fui homossexual. No começo de 1995, senti claramente Deus me dirigindo a escrever um livro sobre a ameaça do movimento homossexual. Durante algumas semanas, hesitei, pois o tema era um tabu enorme. Não havia paradas gays, nem a obsessão homossexual que vemos hoje na mídia, nas escolas e em outros segmentos. Depois de algum tempo, venci meus temores e aceitei o chamado do Espírito Santo, começando a pesquisar sobre o movimento homossexual. Quando, em meados de 1995, ocorreu no Brasil a primeira conferência internacional da ILGA [International Lesbian and Gay Association] no Hemisfério Sul, entendi a intenção divina de me chamar para o combate, pois depois daquele evento os grupos gays brasileiros ganharam um impulso extraordinário. Foi assim que nasceu meu livro O movimento homossexual.
Muitos de seus detratores o chamam de radical. O senhor se considera um fundamentalista?
Sou apenas um servo de Deus, radicalmente apaixonado por Jesus. Muitas igrejas do Brasil, tanto evangélicas quanto católicas, estão comprometidas com a esquerda, e é natural que queiram tachar de radical quem ouse pensar diferente da ideologia predominante na sociedade e nas igrejas. Quanto às designações, no final vai valer somente o que Deus disser. Por isso, minha meta é agradar a Deus.
Embora desagrade à Igreja, a regulamentação da união civil entre homossexuais ganha força em todo o país, já que os tribunais têm não apenas reconhecido os direitos decorrentes das uniões homoafetivas, como também concedido aos parceiros gays o direito à adoção de filhos na condição de ?dois pais? ou ?duas mães?. Em um Estado democrático de Direito, o segmento religioso tem legitimidade para interferir na vida em sociedade?
Em um legítimo Estado democrático de Direito, a família natural e seus interesses são respeitados e protegidos acima de todo e qualquer interesse de outros grupos. O que a falsa democracia brasileira quer impor é a descaracterização da família e sua importância, colocando como prioridade um comportamento sexual antinatural que nenhuma função tem para a preservação da espécie humana ou para a estabilidade da família. Do ponto de vista natural, a homossexualidade é uma das maiores aberrações e ameaças à família natural. Ora, a sociedade é dividida em diferentes segmentos ideológicos. Há o segmento que tem ideologias religiosas e o segmento que tem a ideologia homossexual. Se a maioria religiosa não tem o direito de impor sobre a sociedade seus valores, que direito tem então a minoria homossexual de fazê-lo? Do ponto de vista da democracia tradicional, é ditatorial submeter a vontade da maioria à de uma minoria. Só uma democracia deturpada permitiria tal medida.
O aborto é outro tema importante na atual agenda pol´tica brasileira. Setores do governo, do Poder Legislativo e da sociedade defendem a ampliação de sua legalidade, hoje restrita aos casos em que a gravidez ameaça a vida da mãe ou é originada de estupro. O que o senhor pensa a respeito?
Acho o aborto um problema muitíssimo importante, pois envolve o sacrifício de inocentes. A legalização do aborto faz parte de um projeto das trevas para expandir a atividade demoníaca na sociedade, com suas consequentes devastações. As igrejas evangélicas, de forma geral, estão em cima do muro. Igrejas como a Universal, que apoiam o aborto, se descaracterizam completamente como entidades cristãs. Uma cultura que desvaloriza crianças ? e temos de reconhecer que a atual cultura é fundamentalmente contraceptiva ? fatalmente valoriza o aborto. Ao invés de confrontar essa cultura, tudo o que as igrejas têm conseguido fazer é se adaptar. É uma apostasia que começou na área sexual, afetou o casamento e a família e agora atinge em cheio os púlpitos, tornando as igrejas cristãs e suas mensagens quase que socialmente insignificantes.
Falta conscientização política e social aos pastores brasileiros?
Muitos pastores desconhecem os embates culturais e preferem não se envolver na política, por causa da corrupção presente até mesmo entre políticos evangélicos. A esquerda evangélica hoje detém quase que exclusivamente o monopólio da tal ?conscientização política e social?. Daí, quando se fala em ação política ou social evangélica, a primeira imagem que vem à mente do público cristão é a imagem de igrejas e grupos religiosos atuando como se fossem meros braços assistencialistas do Estado socialista. Essa visão deformada é praticamente a única que os evangélicos do Brasil têm de ?ação social?. Falta uma visão genuína de Reino de Deus para a atuação dos evangélicos na política brasileira.
O combate ao sexo pré-conjugal é uma de suas bandeiras, assim como da maioria das igrejas evangélicas. Como convencer o jovem cristão a manter a castidade num mundo que enfatiza o prazer e o descompromisso das relações?
O tipo de castidade que as igrejas evangélicas hoje defendem é impossível, pois requer dos jovens abstinência sexual, mas não propõem casamento quando seus impulsos exigem satisfação a todo custo. O adolescente evangélico vai à escola, onde recebe doutrinação estatal para fazer sexo de todas as formas possíveis; vê seus amigos namorando e fazendo sexo; o que ele acaba fazendo? Para piorar, as igrejas e as famílias dizem ao adolescente e ao jovem que reprima suas tentações e não pense em casamento até acabar os estudos. O resultado é que acontece hoje entre os jovens evangélicos exatamente o que está acontecendo entre os jovens não-cristãos: sexo promíscuo. Num tempo de suas vidas em que a prioridade de seus sentimentos está voltada ao sexo, as pressões principais sobre os jovens ? vinda dos pais, dos amigos e das igrejas ? colocam o casamento em último plano. Falta muita valorização do casamento e família para os jovens.
O senhor não acha mais sensato orientar os jovens a priorizar o preparo intelectual e profissional visando ao seu futuro?
A Bíblia nos instrui: é melhor casar do que abrasar-se. O jovem vive muitas vezes abrasado, pois está cercado de lascívia e prostituição. Por isso, quando o jovem não consegue mais se controlar, é fundamental não pressioná-lo a sacrificar possibilidades de casamento por causa de metas educacionais. De que adianta, do ponto de vista do Reino de Deus, um evangélico ter diploma universitário e um rastro de prostituição ao longo de sua caminhada? Ele terá grandes perdas espirituais e problemas pelo resto da vida, inclusive conjugais, pois sacrificou todos os seus valores em prol da educação. Portanto, se o jovem sente que é hora de casar, em vez de pressioná-lo ao contrário, as famílias evangélicas envolvidas deveriam apoiar e ajudar o moço e a moça a começarem sua vida juntos. Eles precisam se casar.
Não é arriscado apostar num casamento tão prematuro?
O que pude constatar em várias igrejas é que a maioria dos jovens que namoram já está fazendo sexo. Filhos de pastores estão engravidando moças fora do casamento. Filhas de pastores estão tendo bebês sem casar ? isso quando não os matam através do aborto. Tudo é sacrificado: bebês, casamento, moral, espiritualidade, comunhão com Deus. Tudo ? menos as idolatradas metas educacionais. O caminho certo é encaminhar rapidamente esses jovens ao casamento. Por isso, quando as famílias evangélicas sentem que o rapaz e a moça já estão num namoro, é recomendável ajudar num casamento sem demora. Aliás, o conceito de namoro é uma invenção moderna sem nenhum apoio na Bíblia. Na área sexual e em outras áreas importantes, o que deve haver é compromisso. Não quer casar? Não namore. Quer sexo? Case-se. A cultura do namoro leva menos ao casamento do que ao sexo promíscuo. Só os rapazes e moças que não estão namorando ou não tendo nenhum tipo de relacionamento abrasante é que podem prosseguir com suas metas educacionais. Os outros, para o seu próprio bem-estar físico, moral, espiritual, psicológico e conjugal, precisam se casar o mais cedo possível.
Em seu blog, o senhor fez uma relação de líderes evangélicos que apoiaram ou apoiam o governo Lula, aos quais não poupa críticas. Por quê?
É triste constatar que famosos pastores e outros líderes com forte presença política conhecem os graves problemas do Brasil, mas não assumem uma postura profética de ação e denúncia porque querem aproveitar suas ligações e alianças políticas para avançar em suas ambições pessoais, ministeriais ou denominacionais. A grande tragédia é que, assim como eles usaram Lula, Lula também os usou. Como eles conseguirão denunciar profeticamente a promoção do aborto e do homossexualismo na sociedade brasileira, sabendo que o principal responsável por tal promoção é o ?ungido? que eles escolheram para a presidência do Brasil? A maioria dos líderes evangélicos deste país tem grande responsabilidade por tudo o que está acontecendo na sociedade brasileira e um dia darão contas a Deus por terem trocado a fidelidade ao Senhor por ambições e dinheiro. O apoio deles a Lula foi público, de modo que minha exposição do nome deles no meu blog nada mais faz do que tornar público o que já o é. É para que ninguém se esqueça e possa orar por eles ? além de perceber que, em questões políticas, os conselhos que dão são inconfiáveis.
O senhor costuma associar o avanço da militância homossexual à ideologia esquerdista e denuncia uma suposta simpatia do governo Lula à causa da homossexualidade. Qual seria a intenção do governo em favorecer os gays?
Quem diz que apoia a agenda gay é o próprio presidente Lula, que declarou recentemente que ?setores atrasados? e ?hipócritas? têm criticado seu governo por apoiar iniciativas que criminalizam palavras e atos ofensivos à homossexualidade. No início de seu primeiro mandato, em 2003, a equipe diplomática de Lula apresentou na Organização das Nações Unidas e na Organização dos Estados Americanos resolução pioneira, classificando o homossexualismo como direito humano inalienável. No Brasil, há o programa federal Brasil Sem Homofobia, para impor a doutrinação homossexual à sociedade, pois conforme divulgou instituição de pesquisa ligada ao PT [partido do presidente], 99% da população do Brasil não aceita o homossexualismo. E quem é que pode esquecer que Lula declarou que a oposição ao homossexualismo é uma ?doença perversa?, convertendo assim a vasta maioria dos brasileiros em ?doentes?? Quando um povo não vê a doença moral do seu próprio presidente, o doente é que acabará acusando os sãos de serem doentes! O que faz Lula apoiar tanto o homossexualismo? O mesmo que fazia o rei Acabe do antigo Israel apoiar o homossexualismo inerente ao culto de Baal. Quanto ainda falta para classificarmos Lula e seu governo como possessos? Décadas atrás, quando o Brasil era muito mais católico e conservador do que hoje, Lula seria muito merecidamente enxotado aos pontapés da presidência do Brasil. Hoje, é ele quem está enxotando aos pontapés a moralidade e a honestidade do governo e da sociedade.
Qual o papel da mídia neste processo?
A doutrinação homossexual da mídia é notória e descarada. Homossexuais são falsamente retratados como anjos inocentes e os não-homossexuais como desequilibrados e desajustados. Nas novelas, os parceiros gays são os grandes exemplos de paz e harmonia, enquanto que o casamento normal é apresentado como palco de conflitos, ódio, inveja, traição etc. Quem não se lembra da novela Duas Caras, da Rede Globo, escrita pelo homossexual Aguinaldo Silva, militante de esquerda? Sua obra literalmente pintou os evangélicos como loucos e violentos, enquanto personagens homossexuais promíscuos foram retratados como símbolos de gentileza, educação e comportamento politicamente correto.
O Projeto de Lei 122/2006, que entre outros pontos criminaliza a prática da homofobia no Brasil, tem sido combatido de maneira intensa pelos evangélicos, que identificam no seu conteúdo uma ameaça à liberdade religiosa no país. Contudo, o Artigo 5º da Constituição Federal assegura ampla liberdade de crença e direitos individuais de opinião, inclusive na forma de cláusulas pétreas. Não tem havido muitos exageros nesta questão?
A perseguição aos cristãos alcançou a Alemanha e a Rússia no passado porque os cristãos não souberam reconhecer que, por trás das mentiras e da fachada, o nazismo e o comunismo eram ideologias destrutivas. É sempre assim: o sistema de perseguição entra na sociedade em roupagem elegante, como eram elegantes o nazismo e o comunismo. Depois da lua-de-mel, vem o poço do abismo. O PL 122 é um projeto que mal consegue disfarçar suas más intenções. Quando meu livro foi publicado, muitos o acharam exagerado e disseram que suas previsões nunca ocorreriam. Infelizmente, acabaram ocorrendo. E quem leu hoje me chama de profeta.
Autor: Carlos Fernandes
Fonte: Cristianismo Hoje
O Deus que "funciona".

Na noite em que fui entrevistado pelo Ronnie Von, enquanto aguardava na sala Vip, me chamou atenção um programa que passava na TV ligada na sala.
Não me recordo exatamente o nome, mas era algo ligado a motivação, como ?Histórias de sucesso? ou algo parecido.
Uma apresentadora animada anuncia a palestra de fulano de tal, presidente de um jornal, falando sobre ?segredos de sucesso?.
Achei estranho e comecei a desconfiar onde aquilo levaria.
Logo em seguida, a imagem é cortada para uma repórter que, de microfone em punho, entrevista um rapaz sentado ao volante de um carro importado.
Ele diz que tinha uma enorme dívida, que sua empresa estava afundando, mas depois que ouviu o ?homem de deus? tudo mudou e hoje está cheio da grana.
Depois outra repórter entrevista um rapaz que testemunha o ?beneficio? de estar na tal reunião todas as semanas já que depois disso conheceu um ?deus? que ?funciona?.
Deus que funciona ?
Sim. Porque em tempos de ?eu posso? , ?eu quero?, ?eu faço?, nos tornamos senhores do mundo que se dobra a nossos comandos que fazem as coisas ?funcionar?.
Nesse cenário, Deus passou a ser uma ferramenta que me dá, me leva, me põe, me levanta, me coloca no fluxo das coisas a partir das minhas vontades e caprichos.
Uma das coisas que mais me incomoda nisso tudo é que estão nos roubando todas as referências.
Em nome da ?prosperidade? não existe escrúpulo algum.
Mede-se a espiritualidade a partir do carrão, e o ?homem de deus? é o cara que , com suas garras, tira tudo o que puder.
Como um desses ?pregadores? que dia desses disse na TV em rede nacional o seguinte: ? Deus me revelou que nesse tempo de crise prosperará seu povo. Para isso é necessário que cada um deposite 900 reais nessa conta.?
Enquanto ele falava, o dono do programa de tv, outro ?pastor?, olhava com cara cinicamente compenetrada.
Caramba, será que só eu me incomodo com isso ?
No meio do programa um rapaz sentado ao meu lado começou a conversar.
Dizia que o mundo está cada vez mais sem referências e depois confidenciou: ?Olha, eu não entendo essas coisas de Deus e acho até que um dia ele vai me castigar por isso, mas sinceramente queria pergunta-lo porque as coisas são como são.?
Eu respondi : ? Você só consegue enxergar que as coisas estão fora de lugar porque ainda ouve a voz de Dele aí. Se não fosse assim, nem questionaria mais. Então não tenha medo de questionar porque esse sentimento de que, se eu questionar serei punido, é incutido justamente por aqueles que querem que você aceite com adesão e seguindo o fluxo que lhes impõe.?
Se em algum momento não pararmos e olharmos no contra fluxo, seremos engolidos. Se caminharmos sem nenhum tipo de questionamento, é possivel que percebamos tarde demais que o caminho não era para ser assim.
Nessa hora talvez ouçamos a voz de Deus, que vive dentro de nós, e não se parece em nada com o que a maiorida das pessoas andam dizendo em seu nome.
Ele fala na consciência, e nos sinais aparentemente imperceptiveis.
Aquele que ouve vira ?herege? porque passa a caminhar no contra fluxo de quase tudo, inclusive das religões. É inevitável: Deus vive no contra fluxo e não ao contrário.
É quando aprendemos que nem tudo que tem cara de mal é para o mal, e que as vezes o que nos parece o ?bem? só nos destrói.
No fim, se mudarmos o olhar,perceberemos que todas as coisas podem nos acrescentar e trazer consciência. Consciência é a palavra ! Daquela que discerne e nos diz que esse ?Deus que funciona? é o deus dos nossos tempos: cheio de ambição, vaidade e cegueira.
Pense nisso…
Flávio Siqueira
Água na queimadura.

?Aquele que nunca sofreu uma queimadura que jogue a primeira brasa!? Assim decidi começar esse texto, pois não conheço ninguém que nunca tenha tido o desprazer de passar pela torturante experiência de uma queimadura. Não é nada bom! Além da primeira dor decorre, muitas vezes, um longo processo de cicatrização e, às vezes, ficam marcas para o resto de nossas vidas.
Mas ninguém está livre de ficar queimado e acidentes acontecem. Imagine-se passando pela cozinha e uma panela com água fervente cai no chão espalhando o líquido para todos os lados inclusive em uma de suas pernas; não é um pensamento muito legal, mas acompanhe o raciocínio. Qual é a primeira reação de muitas pessoas, quase a maioria delas? Aliviar o local lesado! Mas existem métodos muito errados e bastante populares de aliviar a dor: passar clara de ovo, creme dental, manteiga, etc. Tudo errado! Esses ?pseudo-medicamentos? dão uma sensação de alívio que não é real. A recomendação médica mais aceita e tida como eficaz é simples e objetiva: água fria e corrente!
Infelizmente a cultura de muitas pessoas impede que elas abram mão desses meios para usar apenas água e isso pode causar danos maiores ao acidentado.
Agora aplique o que já foi lido no texto na vida das pessoas! Troque as queimaduras pelos problemas na vida. Assim como existem vários tipos de acidente: com água quente, fogo, brasa, e até gelo, pois ele também é responsável por muitas queimaduras e amputações de membros em regiões mais frias, também existem problemas que preferíamos trocar por uma dolorosa queimadura. Seja a separação de nossos pais, o fim de um namoro, um ano perdido no colégio, enfim, cada um sabe onde aperta o seu calo. Quais os métodos que você usa para aliviar essas dores?
Se eu estou com problemas e penso que esquecerei em bebedeiras estarei apenas colocando clara de ovo na minha queimadura, ou seja, aliviarei no momento, mas aumentarei a área afetada; se tento animar a minha vida em noitadas mundanas em meio aos escarnecedores estarei apenas colocando creme dental na minha queimadura, vai ficar indolor, mas não é algo duradouro; se tento procurar um novo amor ?ficando? com várias e com qualquer garota que eu quiser apenas para não lembrar que quem eu realmente queria estarei passando manteiga na minha queimadura, além de aumentar a minha necrose eu ficarei com seqüelas eternas; mas se você passar água corrente e fria na sua queimadura o alívio será certo!
Sabe quem é a água corrente?
JESUS CRISTO!
Os médicos dizem que o primeiro socorro é passar água corrente, ou seja, o primeiro socorro é a conversão, é aceitar Jesus; segundo a medicina em seguida deve-se envolver a área afetada com um pano macio, esse pano é a Igreja, é a nova família que deve abraçar a pessoa como uma toalha abraçaria uma perna queimada; depois se segue a aplicação de medicamentos: discipulado! Mas isso não quer dizer que existe uma barreira protetora contra queimaduras em quem está em Cristo, mas sempre que isso acontecer saiba como solucionar o seu problema! Saiba aliviar a sua dor da maneira correta! Jesus é a água corrente que alivia as nossas dores!
Diego Levy F. Domingues
Entrevista Carlos Tomati, o guitarrista do Jô

por Rafael Porto
Quarenta e três anos de idade, 38 dedicados à música. Este é Carlos Nascimento Tomati, mais conhecido como o ‘guitarrista do Jô’. Mundialmente respeitado pela maneira como extrai melodias de seu instrumento, Tomati morou nos EUA em 1987 e estudou com grandes nomes da música, dentre estes Scott Henderson, Frank Gambale, Paul Gilbert e Joe Pass.
Não conhece ninguém? Calma. Tamanha dedicação – o brasileiro estudava 15 horas por dia – e talento foram reconhecidos por um dos mais famosos guitarristas do mundo: Joe Satriani. Em entrevista ao Programa do Jô, o americano fez uma jam com Tomati, que posteriormente foi elogiado no site oficial de Satriani – autor desta música aqui (que você conhece!).
O que poucos sabem é que a vida de Tomati além do talk show ruma horizontes muito mais amplos. Seu flerte com o jazz, misturado às influências de música brasileira que o acompanham desde a infância – quando aos cinco anos ainda arranhava um Tom Jobim ao violão – deram sonoridade única às composições do artista. Mas nem só de poesias e harmonias sobrevive o ser humano.
No âmbito espiritual, o guitarrista, compositor, produtor e cantor fala abertamente de suas crenças e sua identificação com o Cristianismo – Tomati foi integrante do Katsbarnéa por um ano. Lord’s Children, seu terceiro disco solo, lançado em 2005, é pouco conhecido. Uma pena, porque o álbum é – em minha opinião – o melhor instrumental cristão já lançado no Brasil e um dos melhores do meio secular.
O disco funde rock, samba, jazz e black music. As guitarras realmente parecem falar, expressando sentimentos que algumas letras não conseguiriam externar. Entretanto, se engana quem pensa que as músicas cantadas soam fracas em meio ao disco. Ao contrário, as letras versam sobre amizade entre irmãos e amor a Deus de maneira peculiar.
Segue abaixo uma amostra do que pode ser encontrado em Lord’s Children. Irmão, não devemos odiar, apenas amar uns aos outros. Perdoe minhas falhas e diga que continuamos irmãos, canta Tomati no melhor estilo de blues americano, entitulado Brotha. Ouça, encante-se e providencie seu disco o mais rápido possível:
Confira a seguir, a entrevista dada pelo Tomati, ao Rafael do Alforria:
alforria: Seu último trabalho, Lord’s Children, fala de pontos essenciais do Cristianismo, como guardar a Palavra que Jesus ensinou. Você é um ‘crente’ frequentador de igreja ou prega por se identificar com a ideologia cristã?
Tomati: Esse ponto essencial que você citou, está na musica God is Love. A estória dela foi contada na revista [que acompanha o cd. Nela Tomati revela ter feito a canção para um festival de música gospel, que acabou não ganhando. Veja o vídeo no YouTube ]
Já frequentei igrejas, toquei em bandas, em louvores, conheço varias religiões, preguei para amigos e inimigos, etc. Minha intenção era fazer um disco com amigos músicos consagrados e da nova geração, em uma revista bilíngue que pudesse ser útil no aprendizado da língua norte-americana, com uma mensagem limpa e boa música, contando um pouco da minha trajetória profissional em fotos e textos escritos por mim. Um disco muito especial e ingênuo. Muita gente se identifica com a mensagem e muita gente não gosta. É só um ponto de vista. Eu gosto da música e do solo dela e isso é o que importa pra mim. Retrata uma época da minha vida e está registrada na sonzera.
alforria: Para você, o que um bom guitarrista cristão precisa ouvir?
Tomati: Tudo. A música transforma, ensina, educa. Estudar é fundamental. A música é minha religião, nela vejo DEUS [grifo do entrevistado].
alforria: A música evangélica está absorvendo as mudanças da música secular. Hoje em dia, é raro achar uma igreja que não toque rock, por exemplo. Como avalia estas mudanças?
Tomati: Acho que é para atrair um publico roqueiro. Na Igreja Betesda, participei de louvores com belas composições do meu amigo Miguel Garcia [ouça o excelente myspace do guitarrista aqui], com muita harmonia de jazz, letras super poéticas e solos que talvez não alegrassem a roqueiros. E também é preciso rever o conhecimento musical dos levitas. Às vezes toca-se o rock na igreja para se parecer moderno, mas ao mesmo tempo com guitarras desafinadas sem o esmero musical, visando apenas o lado comercial. Isso não é legal. Eu percebo na hora e acho que outros músicos também. Rock’n Roll é uma religião por si só, um estilo de vida, não só um estilo musical. Com certeza tem muita eletricidade e isso vibra.
alforria: Sofre preconceito por tocar música secular no ‘Programa do Jô’?
Tomati: Quem tem pré-conceito deve rever seus conceitos. O Programa do Jô para mim tem sido como uma grande escola de teatro, iluminação, produção, humor, relações publicas e muito mais. Estou no programa há 11 anos e tenho muito orgulho do meu trabalho em uma das maiores emissoras de televisão do mundo, a Rede Globo. Além disso, também trabalhei um ano e meio no SBT.
alforria: O que acha dos músicos que dizem tocar sem ensaiar, guiados apenas pela ‘unção’?
Tomati: Só se toca sem ensaio quando se tem enorme intimidade com a música em questão. Não se faz isso em qualquer situação musical.
alforria: Quando compõe suas canções, parte primeiro das letras, melodias ou harmonias?
Tomati: Das três maneiras. Cada música tem sua particularidade.
alforria: Está trabalhando em um novo disco? Quais são os planos futuros?
Tomati: Preciso vender mais Lord’s Children primeiro, para capitalizar. Ideias tenho de sobra, dá pra fazer mais uns cinco discos, mas como Lord’s Children ficou um tempo nas bancas e saiu, sendo vendido agora só por mim e amigos que compram para revender, os lucros ficaram basicamente com a editora que apoiou o projeto e teve gastos com ele. Gravei mais um disco de música brasileira depois do LC [lançado depois do envio da entrevista] com Michelle Spinelli, minha companheira, que nos rendeu alguns concertos em Nova York e a possibilidade de gravar clássicos de poetas e compositores da MPB e Bossa Nova, com belas interpretações na voz de Michelle [veja o myspace] e um instrumental fusion ‘di catiguria’. Estou terminando um projeto de uma guitarra desenhada com o luthier Marcos Sanches ‘Joker’, que poderá ser visto esse ano no Programa do JÔ: a GT FU510N.
alforria: Muito obrigado pela entrevista.
Tomati: Obrigado pelo interesse. Abraço a todos, Paz!
Fonte: Alforria, via Twitter
SAIA DO LUGAR QUE LIMITA TUA VISÃO!

Uma vez eu ouvi essa frase sendo mencionada numa música: ?Saia do lugar que limita tua visão!? Sei que é uma frase multifacetada e, por isso, há várias vertentes que podem ser extraídas a partir dela. Na minha vida o caminho foi um só: FUTURO! O resultado foi um só: SUCESSO! E o desafio, igualmente, um só: CONQUISTAR! Eu tenho até certa dificuldade para escolher as palavras que relatem isso. Quando eu penso em sair do lugar que limita a minha visão eu penso em coisas grandes. Imagino Deus falando isso pra mim e decifro como: ?Enxerga teu futuro, realiza os teus sonhos! Nada é grande demais para você! Tudo é muito pequeno para ser grande!?
Sei que há certa contradição nessas palavras, mas se você pensar com calma vai entender o que estou falando e vai querer aplicar essa noção na sua vida!
Vou fazer por partes!
Primeiro: ?Enxerga teu futuro, realiza os teus sonhos!? Quando eu sonho com o futuro eu enxergo os meus sonhos, ou seja, tudo está realizado! Eu não penso em como vai ser, apenas enxergo o que será! Eu não sou um vidente, mas um obstinado! Você talvez não tenha noção do poder do ?querer?, mas eu já começo a ter e falo com segurança, é maravilhoso! Olhe para frente e siga!
Segundo: ?Nada é grande demais para você!? Cuidado com essa frase! Não se ache o dono do mundo! Mas pense: ?Nada é impossível!? É estimulo mesmo! É pensar grande e ir adiante, olhar para frente, sem medo do que pareça grande perto de você. Se você tem dificuldade para pensar assim tente imaginar o mundo em miniatura, reduza tudo à metade da sua estatura, pronto! Você é gigante! Pensar pequeno torna tudo pequeno e isso é fato! Portanto tudo o que você deve pensar ser pequeno são as barreiras na sua frente não os seus sonhos, pois eles também podem se tornar miniaturas. O mundo já vem pensando em você à metade dele, mas é você quem tem que reduzi-lo! Apenas diante de Deus você deve imaginar-se pequeno, não pela metade, mas do tamanho de um átomo ou coisa menor!
Terceiro: ?Tudo é muito pequeno para ser grande!? Qualquer conquista material ou profissional é pura tolice! Agora você desiste de terminar a leitura do texto! Como é que eu defendo as conquistas, os sonhos, as realizações, e agora no fim eu digo que tudo é tolice? Se você ficou pasmo com essa afirmação é porque não entendeu a forma como eu escuto Deus falando: ?Enxerga teu futuro, realiza os teus sonhos! Nada é grande demais para você! Tudo é muito pequeno para ser grande!? Você não conseguiu ouvir a frase ?Saia do lugar que limita tua visão!? É preciso visionar o Reino dos Céus primeiro! Não tome para si coisas mundanas como o maior sonho de sua vida! Essa terceira frase torna as outras duas mais fáceis, por isso deveria estar na frente, mas coloquei aqui, no final, para testar você. Para enxergar meu futuro e realizar os meus sonhos (no mundo) eu preciso visionar o Reino dos Céus! Para perceber que tudo é pequeno demais para mim (no mundo) eu preciso visionar o Reino dos Céus! E para visionar o Reino dos Céus eu preciso saber que ?Tudo é muito pequeno para ser grande!? (no mundo).
Para sair do lugar que limita a minha visão eu tenho que colocar Deus à frente de todos os meus projetos, eu tenho que ter Jesus como Senhor e Salvador da minha vida!
Por isso, SAIA DO LUGAR QUE LIMITA TUA VISÃO!
Diego Levy F. Domingues
Saia da sua zona de conforto

Zona de conforto é a série de comportamentos que estamos acostumados a ter que não nos causam ansiedade, que não nos trazem riscos. Em outras palavras, a zona de conforto geralmente é a situação em que nos encontramos no momento.
Digamos que você tenha seu trabalho. Oito horas por dia, cinco dias por semana, salário certo no final do mês. Essa é a sua zona de conforto atual, que pode ser quebrada se você perder o trabalho ou decidir abandoná-lo.
Como o próprio nome diz, trata-se de uma zona onde nós gostamos de estar. Qual o problema dela? Acomodação. Se você se contenta com a atual zona de conforto, não faz nada para sair dela , conseqüentemente, não terá grandes chances de crescer.
Muitos cristãos hoje se encontram nessa situação,perderam a coragem de ousar,de aceitar desafios.Mas como? Se o nosso Deus é um Deus de desafios!! Desafios esses que nunca enfrentaremos sozinhos.Ele estará sempre conosco!
A bíblia é repleta de homens ousados,que não tiveram medo de se arriscar com Deus,sabendo que Ele jamais erra.
Imagine tal situação: Você está totalmente equipado com um paraquedas a bordo de um avião,pronto pra viver a sensação mais emocionante de sua vida, mais quando chega sua hora, você não consegue pular…passa todo aquele momento olhando a experiência de sua vida passar,mas fica feliz por ter chegado até ali.
Muitos tem vivido a experiência de chegar apenas na porta achando que já é o ápice da sensação!!
Experimente ousar com Deus e lembre-se: Não há crescimento sem desafios!!!!!
Diga NÃO ao medo!

Em certas ocasiões, o medo é razoável. Mas recomenda-se muito cuidado com a reação ao medo. Quando soube que grande multidão vinha contra ele, o rei Josafá teve medo. Por isso, ?se pôs a buscar ao Senhor? (II Crônicas 20:3). Essa é a reação correta frente ao medo. Caso contrário, ele leva à fraqueza, ao desespero, ao pânico.
Adão teve medo de Deus porque estava nu, depois de haver comido o fruto proibido (Gen. 3:10). Jacó teve medo de seu irmão Esaú quando ele veio ao seu encontro com 400 homens armados (Gen. 32:7). Daví teve muito medo de Aquis, rei de Gate (I Sam. 21:12). Saul teve grande medo das complicações que ele mesmo cultivou no final de sua vida (I Sam. 28:5,20). Pedro teve medo quando se viu andando sobre as águas e reparou na força do vento (Mat. 14:30).
Ao sentir medo, recorra ao Senhor em suas orações, exercite sua fé, deixe de olhar para a fonte do medo e olhe para o Autor e Consumador da fé (Heb. 12:2).
O medo adoece, maltrata, atravanca, paralisa, humilha, apavora e faz sofrer. Não contorne o medo, não se acostume com ele. Enfrente-o, faça-o afastar-se e desaparecer.
Um dos mandamentos dados a Josué , aquele que deveria introduzir o povo na terra prometida, é a lei da coragem: ?Sê forte e corajoso, não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares? (Josué 1:9).
O mesmo conselho deu Daví ao jovem Salomão: ?Sê forte e corajoso e faze a obra; não temas nem te desanimes, porque o Senhor Deus, meu Deus, há de ser contigo; não te deixará, nem te desamparará, até que acabes todas as obras para o serviço da Casa do Senhor? (I Cr. 28:20).
A mesma ordem é dada a você: ?Sê forte e corajoso!?
Fifa repreende comemoração religiosa do Brasil

A comemoração da seleção pelo título da Copa das Confederações e o comportamento dos jogadores brasileiros após a vitória sobre os Estados Unidos causam polêmica na Europa. A queixa é de que o time brasileiro estaria usando o futebol como palco para a religião. A Fifa confirmou ao Estado que mandou um alerta à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final.
Ao virar o jogo contra os EUA, os jogadores da seleção fizeram uma roda no centro do campo e oraram. A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme. Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer.
Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes europeus hoje.
Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir a seleção brasileira.
“A religião não tem lugar no futebol”, afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa. Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi “exagerada”. “Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora”, disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca.
Ao Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome “providências” e que busca apoio de outras associações.
As regras da Fifa de fato impedem mensagens políticas ou religiosas em campo. A entidade prevê punições em casos de descumprimento. Por enquanto, a Fifa não tomou nenhuma decisão e insiste que a manifestação religiosa apenas ocorreu após a partida. Essa não é a primeira vez que o tema causa polêmica. Ao fim da Copa de 2002, a comemoração do pentacampeonato brasileiro foi repleta de mensagens religiosas.
A Fifa mostrou seu desagrado na época. Mas disse que não teria como impedir a equipe que acabara de se sagrar campeã do mundo de comemorar à sua maneira. A entidade diz que está “monitorando” a situação. E confirma que “alertou a CBF sobre os procedimentos referentes ao assunto”. A Fifa alega que, no caso da final da Copa das Confederações, o ato dos brasileiros de se reunir para orar ocorreu só após o apito final. E as leis apenas falam da situação em jogo.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a CBF informou que não recebeu nenhuma queixa da Fifa e, por isso, não vai comentar o assunto.
Uma pizza de palmito!

Muitas vezes me pego fazendo indagações sobre coisas tão triviais que nunca caem nos pensamentos questionadores das pessoas. É comum aceitarmos costumes da população sem que nos perguntemos o porquê! Não é legal! Não convém! Mas quero falar de algo interessante, pelo menos pra mim. A pizza de palmito!
Imagine uma enorme pizza ornada de queijo sobre um vigoroso e rubro molho de tomate, algumas ilustres azeitonas, às vezes, dependendo da pizzaria, encontramos milho verde ou coisa parecida, e por fim, o nobre e quase raro palmito! E vocês sabem que essa seqüência por vezes é proporcional à quantidade desses alimentos encontrados na pizza de palmito! Mas a minha indagação que eu falei no início do texto, não é sobre os ingredientes dessa pizza, mas sobre a proporcionalidade que eles aparecem e mesmo assim o palmito detém a fama.
Claro que existem vários outros sabores que usufruem do mesmo privilégio do palmito, você pode imaginar uma dezena deles, e na sua maioria eles são minoria! Gostou do paradoxo? Sem graça né?! Mas você entendeu o que eu quis falar! Eles ficam com o nome e são quase tão difíceis de encontrar mergulhados naquele mundo de queijo derretido que o certo seria pizza de queijo com molho de tomate, algumas coisas, entre as quais orégano e especiarias do tipo e, por fim, um leve toque de palmito! Mas não é assim que acontece!
Agora imagine a sua vida! Imaginou? Imagine o palmito como a sua relação com Deus, para ficar mais claro, imagine-o como a forma com que as pessoas vêem a sua relação com Deus! É mais ou menos isso: Você tem uma relação pequena com Deus, como é pequena a quantidade de palmito, mas é conhecido pelos amigos como um rapaz de Deus, uma moça de Deus ou o infalível Crente? ?Ahh… fulano é Crente!? Se essa é sua situação, cuidado! Você ganhou a fama, mas ainda é propenso a indagações!
Agora imagine a sua vida! Imaginou? Imagine o queijo mussarela como o pecado em sua vida! Vixe… ele é ?melequento? né?! O pecado! O queijo também, mas imagina só, você peca uma vez e depois peca novamente pra tentar justificar o seu antigo pecado e cada vez está mais enrolado e sujo que antes! Tente pegar o queijo mussarela com os dedos quando ele está todo esticado e derretido, quanto mais você tenta se soltar mais ele te prende!
Não seja um pedaço de palmito perdido no meio do queijo mussarela! Não seja um pedaço de crente perdido no meio do pecado! Faça valer à pena o título de crente, cristão, evangélico, sei lá o quê! Mas não deixe que você seja tido como impostor, não deixe dúvidas para questionamentos! Enfrente todas as azeitonas, o queijo mussarela, o molho de tomate, o numeroso milho verde no seu caminho e direcione o rumo da sua vida para Deus! E não fique só no nome! Faça! Tenha fé! Valorize o que você é!
Existe uma frase que diz o seguinte: ?Uma mentira dita 100 vezes torna-se verdade um dia!? Eu não preciso repetir essa afirmação cem vezes, para perceber que ela é real! Sabe quem disse isso? Adolf Hitler! Uma pizza de palmito não é de palmito, como eu expliquei o que acho sobre isso, mas de tanto repetirem se tornou verdade! Muito ?crente? não é crente, mas de tanto repetir isso se tornou verdade! Mas Deus não cai nessa ?lábia repetitiva!? Portanto pense agora na massa da pizza, que não foi falada durante o texto, ela sim é detentora da maior parte da pizza, mas não existe pizza sabor massa! Não que eu saiba! Mas a massa não tem necessidade de honrarias públicas, ela não quer nome, ela não quer fama, não quer título, pois ela sabe o que ela é! Ela tem noção da sua importância e não exige reconhecimento!
Seja um ?crente sabor massa!? Seja base de tudo, como ela é nesse prato tão delicioso! Seja crente por completo sem exigir nenhuma forma de título da sociedade! Cuidado com os títulos! Não diga o que você não é! Não defenda o que você não pratica!
Diego Levy F. Domingues
De perdão em perdão


por Ariovaldo Ramos
Jo 4.13-26 ? O diálogo! ? Uma leitura!
Jesus: Eu sei que esse poço de Jacó é, em si, um milagre, mas quem beber dessa água tornará a ter sede, já, quem beber da água que lhe estou oferecendo, nunca mais terá sede. Essa água se tornará uma fonte, em si, a jorrar pela eternidade afora.
Samaritana: Me dá dessa água para que eu não tenha de vir mais aqui buscá-la. Ainda mais debaixo deste sol escaldante.
Ela estava com algum problema com sua comunidade e, por isso, não podia ir com as demais mulheres a buscar água, daí, tinha de vir no horário do almoço.
Parece que ela desconfiava de que Jesus, de fato, estava falando de algo, talvez de cunho espiritual. Sua pergunta forçava Jesus a deixar claro o que quer que fosse.
Jesus: Vá buscar o seu marido e volte, que eu lhe falo.
A impressão primeira é a de que Jesus está usando a lógica dos rabinos, de que só se pode comunicar a Palavra para os homens.
Parece, mas não o é, porque se esse raciocínio tivesse preponderado, nenhum diálogo haveria, desde o começo.
Samaritana: Eu não tenho marido.
Ao dizer isso, a mulher coloca Jesus numa situação critica: é como se ela lhe tivesse respondido ? não tenho marido, se quiser falar comigo, tem de ser desse jeito mesmo.
E aí se revela a intenção de Jesus, a de manifestar-se.
Jesus: Você está certa, você já teve cinco maridos, mas este, com quem agora vive, não é seu marido. Você disse a verdade!
Samaritana: Vejo que você é profeta. Nossos pais disseram que deveríamos adorar a Deus neste lugar, e vocês dizem que devemos adorar em Jerusalém.
Tem-se a impressão de que ela está mudando de assunto, mas ela não o está. No contexto da época, adorar era ir até o Templo para oferecer um sacrifício que, uma vez aceito, obteria o perdão de Deus. Adorar era pedir perdão. O diálogo, portanto, ficaria assim:
Samaritana: Vejo que você é profeta. Eu sei que tenho de acertar isso com Deus, nossos pais disseram que era aqui que se pedia perdão a Deus, mas vocês dizem que é em Jerusalém que se deve pedir perdão. Onde se pede perdão a Deus?
Jesus: É em Jerusalém que se pede perdão a Deus, porque a salvação vem dos judeus, e nós adoramos o que conhecemos, e vocês adoram o que não conhecem. Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores pedirão perdão ao Pai em todo o momento, em si mesmos, em todo o lugar, e serão perdoados. Porque são estes adoradores que o Pai procura, porque o Pai é Espírito, está em todo o lugar, e importa que aqueles que reconhecem a Sua honra lhe peçam perdão em todo o tempo.
Samaritana: Quer dizer que eu posso pedir perdão em qualquer lugar, a qualquer hora? Mas, e o Templo?
Jesus: O Templo é você.
Samaritana: Então Deus pretende mudar de endereço, e, agora, quer morar nas pessoas?
Jesus: Exatamente, Deus é Espírito e quer morar no espírito das pessoas.
Samaritana: Mas, e o holocausto, o sacrifício?
Jesus: O sacrifício sou eu.
Samaritana: Bem, o que você está dizendo é muito diferente. Eu estou aguardando o Messias, o Salvador, quando ele vier nos explicará todas as coisas.
Jesus: Eu sou o Messias. Eu sabia que você estava me esperando e vim vê-la. Eu marquei esse encontro com você.
Adorar a Deus é pedir perdão. Tudo o que dizemos a Deus é insuficiente para honrá-lo. Mas quando lhe pedimos perdão, o adoramos, porque admitimos que Ele está certo, não nós. E lhe pedimos perdão, não apenas por nossos desvios morais, mas por nosso jeito de ser e de viver.
Os do Antigo Testamento esperavam o fim de semana para prestar culto, para pedir perdão, reconhecendo que Deus estava certo. Honrando-o, portanto. E só podiam fazê-lo no Templo de Jerusalém. Os do Novo Testamento têm Deus morando em si, por isso podem, a qualquer hora, honrá-lo com o seu pedido de perdão. Passam toda a semana em culto, e usam o final de semana para, com os demais Templos de Deus, celebrar a semana de culto. Os do Antigo Testamento partiam de seu pecado para o Templo, onde ofereceriam o sacrifício, que, uma vez aceito, lhes garantiria o perdão. Os do Novo Testamento partem do holocausto aceito previamente e para sempre ? o sacrifício de Jesus, o Cordeiro de Deus, para o pedido de perdão, na certeza de que ao confessarem os seus pecados, Deus, fiel ao sacrifício, e reconhecendo que a justiça foi, no sacrifício, satisfeita, perdoará e tornará puro o pecador, como se ele não houvesse pecado (1 Jo 1:9).
O pedido de perdão é precedido por arrependimento. De perdão em perdão, somos transformados em pessoas parecidas com Jesus, porque o Espírito Santo vai nos revelando onde estamos desonrando a Deus e, então, a partir de nosso arrependimento e consequente pedido de perdão, Ele nos transforma à imagem do Senhor (2 Co 3.18).
A cegueira de todos nós.

Sabe aquele momento da vida em que todos nós queremos aprender a dar o laço no cadarço? É uma prova de independência! Queremos provar que podemos fazer sozinhos já. Pois é. Meu amigo Max (Lucado), conta que uma vez um amigo dele viu um exemplo da aflição de sua filha de 6 anos de idade: ela tava apressada pra ir pra escola e deu um nó nos cadarços. Sentou na escada e colocou a cabecinha pra funcionar naquele emaranhado. O ônibus da escola estava vindo, os minutos estavam passando e ela nem parou pra pensar que o pai estava do lado dela, disposto a ajudar assim que ela pedisse. De repente, suas mãozinhas começaram a tremer e as lágrimas a cair. Finalmente, em uma expressão de total frustração, ela abaixou a testa nos joelhos e começou a chorar copiosamente.
Esse é um retrato em tamanho infantil da preocupação destrutiva. Mas tem vários retratos em tamanho maior. Como os discípulos, por exemplo.
Às vezes que tento me colocar no lugar de Deus pra tentar adivinhar o que ele sente com determinadas coisas que nós, humanos-bichos-esquisitos, ousamos fazer. É como disse uma pessoa hoje e como a própria Bíblia nos diz: Deus sente tudo que sentimos, mas de forma exagerada, intensificada.
Dá pra imaginar o que Jesus sentiu quando, no mar, no meio de uma tempestade, enquanto ele estava ali bem ao alcance dos discípulos-puxas-saco, ele foi o último a ser chamado, como a última carta do baralho? Os incrédulos dos discípulos já tinham tentado de tudo, chegado ao desespero, e só depois chamaram Jesus. E ele simplesmente acordou, levantou seus braços grandes e poderosos e ordenou ao mar e ao vento que se acalmassem. E, acredite se quiser, eles se acalmaram!
É aí que eu aprendo que eu tô junto com os discípulos nesse retrato em tamanho maior. Nós muitas vezes passamos por tempestades na vida e fazemos o mesmo: depois de termos tentado de tudo é que chamamos Deus pra intervir. É aí que eu aprendo também que Deus não sai do nosso lado, mesmo nas situações mais difíceis. Pode até parecer que ele está dormindo e não liga pra você, mas é aí que ele enxerga a grande oportunidade pra te mostrar o poder que ele tem sobre o universo e sobre você, especialmente.
Já pensou também na segunda multiplicação de pães? É, porque na primeira não deu nem tempo pros discípulos duvidarem direito porque como eles iriam imaginar que Jesus iria orar e fazer alguns pães e poucos peixes se multiplicarem daquele jeito? Mas na segunda multiplicação, mesmo já tendo visto a primeira, eles ainda duvidaram! Eles foram capazes de pensar: Bem, vejamos. Temos alguns pãezinhos, uns peixinhos… e agora?! Pararam a contagem e se preocuparam ao invés de pensar: Temos esses pães, esses peixes e… Jesus! Mesmo depois de andarem com ele já há algum tempo, vendo curar milagrosas, ouvindo de camarote os ensinamentos da boca do próprio JC e ainda pegando restos de poder dele pra curar também um aqui e outro acolá! O que será que Jesus sentiu?
É aí que eu aprendo que, mesmo na dor, na angústia, Deus é providencial. Ele não deixa faltar alimento, água e amor para aqueles que, mesmo duvidando de vez em quando, o seguem.
É aí que eu me pergunto, 2009 anos depois que tudo isso e tantas coisas mais aconteceram (porque deu tempo pra incontáveis outros milagres): Por que eu ainda duvido?
Espero que, em meio a todas as coisas que Deus sente diante disso, haja espaço pra misericórdia. E há. E sempre houve. E sempre haverá.
[Lívia Oliveira]
Crime existencial

por Ariovaldo Ramos
Em Gn 3:15, Deus faz uma afirmação, da qual, nem sempre, nos damos conta: de que a inimizade da serpente seria para com a mulher.
A serpente configurava Satanás e a mulher configurava a Igreja, que traria Cristo ao mundo.
Mas, para além das configurações, que falam do enfrentamento da Igreja do Antigo e do Novo Testamento para trazer o Cristo, primeira e segunda vez; nesse texto, Deus reinventa a maternidade. O que era, apenas, a forma como nos multiplicaríamos, passou a ser a única esperança da humanidade. Duma gravidez especial viria o salvador. Toda a esperança da humanidade repousava no útero de uma mulher.
Mas a mulher pagaria um alto preço, teria como seu inimigo o anjo rebelde.
Os homens entrariam nessa briga por serem descendentes da mulher. Mas, a briga principal era com ela, para impedir a vinda do ungido.
Talvez, isso explique porque a vida da mulher tem sido um inferno em todas as culturas. Os homens, que deveriam ser aliados das mulheres, protegendo-as dos ataques do maligno, mudaram de lado e colaboraram com essa caçada por tempos perdidos na memória.
De todas as manifestações dessa tentativa de destruir a mulher, fazê-la prostituta, talvez, seja a pior. E, às vezes, se faz isso dentro do casamento, porque prostituição é mais do que troca de sexo por dinheiro, é o aviltamento da mulher ? há culturas onde isso está institucionalizado por meio do harem – em outras pela poligamia ? noutras pela permissão velada a profusão de amantes ou aventuras. E, também, se faz isso quando a mulher é convencida que sem sexo não há relacionamento possível.
Em qualquer tipo de prostituição a mulher não conta como ser humano, apenas como fonte de satisfação masculina: quanto mais serviçal, melhor! Ela não existe mais! O que existe é o macho em sua volúpia querendo satisfação plena e sem questionamento. E a única razão da existência da fêmea se sustenta em sua capacidade de dar prazer ao macho. Ela não vale pro si, vale por ele.
A gente não combate a prostituição como pecado moral, combate-a como crime existencial, porque a alma da mulher é devorada e o que resta é a sua capacidade de satisfazer a uns e enriquecer a outros: homens que a usam e exploram a seu bel prazer.
Os Céus revoltam-se, a prostituição amesquinha a mulher e insulta a Deus, que, com a mulher, fez um pacto especial, fazendo dela a portadora da esperança da humanidade, não só por trazer o Cristo, mas por ser, na maternidade que carrega no coração, a certeza de que Deus continua investindo na humanidade.
PS ? Parabéns a missão “um clamor por Niterói“ em Niterói, no combate à prostitução na cidade.
Em nova encíclica, papa propõe autoridade mundial na economia.

CIDADE DO VATICANO – O papa Bento XVI pediu nesta terça-feira que uma “autoridade política mundial” ordene a economia mundial e que haja maior regulação governamental das economias nacionais para tirar o mundo da atual crise e evitar que ela se repita.
O chamado do papa para que se repense o modo como a economia mundial é conduzida foi feito em uma nova encíclica, que tratou de algumas questões sociais, mas cujo principal fio condutor é o modo como a atual crise afetou países ricos e pobres.
Denominada “A Caridade na Verdade”, a encíclica tem partes que parecem prestes a incomodar os conservadores por causa de sua rejeição subliminar do capitalismo desenfreado e das forças de mercado sem regulamentação, que ele disse que conduziram à violação “perfeitamente destrutiva” do sistema.
Em vários trechos da encíclica Bento 16 deixa claro que tem grandes reservas em relação ao mercado totalmente livre.
”A convicção de que a economia deve ser autônoma, de que deve ser preservada de ‘influências’ de caráter moral conduziu o homem a fazer mau uso do processo econômico de uma maneira destrutiva” – afirmou o papa na encíclica.
O papa afirmou que toda decisão econômica tem uma consequência moral e pediu “formas de redistribuição” da riqueza supervisionadas por governos para ajudar os mais afetados pelas crises.
Bento XVI escreveu ainda que “há uma necessidade urgente de uma autoridade política verdadeira no mundo”, cuja tarefa seria “ordenar a economia mundial; reavivar economias atingidas pela crise; evitar qualquer deterioração da crise atual e os desequilíbrios maiores que resultariam dela”.
Tal autoridade deveria ser “regulamentada por lei” e “teria de ser reconhecida universalmente e ser investida de poder efetivo para garantir segurança a todos, consideração pela justiça e respeito pelos direitos.”
”Obviamente teria de possuir a autoridade de garantir o cumprimento de suas decisões por todas as partes, e também o cumprimento das medidas coordenadas adotadas em vários fóruns internacionais”- disse.
”A Organização das Nações Unidas (ONU), instituições econômicas e as finanças internacionais, todos têm de ser reformados “mesmo em meio a uma recessão mundial”, afirmou o papa na encíclica, um livreto de 141 páginas.
Uma encíclica é a mais elevada forma de documentos papais, pela qual se apresenta a mais clara indicação ao 1,1 bilhão de católicos do mundo, bem como às pessoas de outras religiões, sobre o que o pontífice e o Vaticano pensam sobre determinadas questões morais e sociais.
A nova encíclica é dirigida aos católicos e também a “todas as pessoas de boa vontade”. Foi divulgada na véspera da cúpula do G8, na Itália, e também três dias antes de o papa discutir a desaceleração mundial como presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
A encíclica foi divulgada um dia antes da abertura, na cidade de L’Aquila, na Itália, da cúpula do G8, que reúne os líderes dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia, e onde a crise econômica deve ser o principal tema de discussões.
Texto - O Globo
Palavrinhas mágicas?
Você só come comida cristã? Foi o que fizeram com a música! Por Augusto Guedes
Todos os dias nós comemos. Na maioria das vezes, conjuntamente bebemos. Certa ocasião, à mesa para uma refeição cotidiana, me veio à mente uma hipótese no mínimo curiosa. Já imaginou se alguém, ao se converter verdadeiramente ao Senhor Jesus, arrependendo-se de tentar viver a vida de forma independente de Deus, fosse encorajado por outrem, a comer, a partir de então, apenas comida cristã? Como seria? Em que loja de supermercado ou mini-mercado a encontraria? Em que lanchonete ou restaurante teria para se comer já pronta? Que igreja, ou melhor, empresa, a disporia para degustação promocional nas melhores lojas do ramo, ou a promoveria nas rádios, tvs, revistas, enfim, mídia em geral? Quais seriam as condições ou parâmetros para que tal recomendação pudesse ser praticada? Afinal de contas, o texto de I Coríntios 10:31, é literal ao dizer: “seja comer, seja beber, ou qualquer outra coisa fazer, tudo seja feito para a glória de Deus”. Se comida aparece de forma tão explícita, deve existir aquela mais adequada, ou, exclusiva para ser ingerida para a glória de Deus. Quem sabe, trata-se de um tipo de comida especial, ou talvez cozinhada por pessoas especiais, talvez de uma família especial. E por que não levantar a hipótese de um ministério também especial para tal, o ministério sacerdotal da culinária, ou, os cozinheiros sacerdotes? Aqueles que através da sua arte culinária unem as pessoas a Deus, ou que por meio do seu serviço, ministram aos outros de forma que o alimento que produzem torna-se cheio de uma unção especial e específica, talvez a ‘unção da culinária’.
É possível que você até esteja considerando todas as palavras que escrevo. Vamos, então, pensar um pouco mais nessa curiosa hipótese sugerida. Talvez a primeira condição para o reconhecimento de uma comida como cristã fosse a sua composição, o seu conteúdo, os seus ingredientes. Então, quais seriam eles? Que ingredientes poderiam ser tidos como mais adequados, ou, sagrados? Vegetais, por serem alimento pré-queda do homem e não virem da morte de animais? Animais, porque durante um bom tempo eram oferecidos em sacrifícios? E porque não perguntar sobre a possibilidade de todos os feijões, arrozes, carnes, saladas, e tudo o mais, dependendo apenas da forma e quantidade que se ingere? Para alguns, certamente o sal seria presença determinante na conceituação de uma comida cristã, pois a própria Bíblia informa sua importância para que o mundo ganhe sabor. Por outro lado, possivelmente o vinho, apesar de provocar um sabor todo especial, não deveria constar face o seu conteúdo alcoólico, embora, para alguns mais ‘bíblicos’, esse seria o ideal, pois, questionamentos à parte, simplesmente, é bíblico. Mas nem todos gostam de tais ingredientes. E mais, alguns até gostam, porém, não podem ingeri-los por uma questão de saúde. Fatalmente, determinar alguns ingredientes como comestíveis pelo cristão e outros não, seria uma aberração, ou algo simplesmente ilógico. Certamente tal decisão não poderia ser tomada a partir do seu conteúdo.
Mas, como, então, identificar o que significa uma comida cristã? Deixando de pensar em relação a sua composição, pensemos, então, na sua aparência. Certos alimentos não têm uma boa apresentação, ou, são diretamente relacionados à práticas ou povos historicamente apegados ao que não vêm de Deus. E, enfim, imagem é algo fundamental, sobretudo quando se está à mesa. Aí eu me pergunto: Comemos ou não com os olhos? É muito mais fácil pagarmos mais caro por um delicioso sanduíche fotografado com muita arte e exposto acima da bateria de caixas de um fast-food famoso, do que simplesmente ingerirmos aquele delicioso pirão gosmento em meio a um ambiente barato e simples, servido numa panela machucada de alumínio e, ainda por cima, queimada no fundo por tantos anos de fogão. Certamente a comida cristã que procuramos teria uma aparência saudável, “santa, separada”, e possivelmente um aspecto mais pautado em outra cultura do que na nossa, principalmente se tivéssemos sido evangelizados por pessoas de outras culturas como os missionários trans-culturais. Aliás, essa é uma grande tendência de alguns povos e também grande mal dos brasileiros, que têm uma gastronomia tão boa, como afirma o famoso chefe de cozinha ‘Jun Sakamoto’, de origem oriental e que se tornou referência na gastronomia a partir de São Paulo e Nova York: “O brasileiro muitas vezes ao procurar uma boa comida, pensa primeiro na italiana, francesa, portuguesa, chinesa, japonesa, para depois se referir à brasileira.”
Fica claro, então, que além do seu conteúdo, também não se pode definir comida cristã a partir da sua aparência. O que fazer? Por que, então, não partirmos para tentar defini-la em função da sua autoria? Quem a está fazendo? Quem é o cozinheiro ou cozinheira? De que mãos nascem essas saborosas, belas, memoráveis e saudáveis refeições, e porque não dizer, banquetes? Se formos avaliar apenas a partir da sua técnica, seríamos tentados a medir a autenticidade possivelmente com base na formação do seu autor. Que cursos gastronômicos ou de nutrição freqüentou? Qual a sua formação acadêmica? Engenharia de alimentos? Estudou em alguma renomada faculdade do ramo? Qual a sua capacitação técnica para desenvolver tais alimentos? Escreve ou lê receitas? Ou será que ele, ou ela, são capazes de criá-las simplesmente por possuírem um dom específico na área, independente do tempo de fogão? E por falar em tempo de fogão, certamente a experiência poderia também ser um possível parâmetro. Será que tal cozinheiro(a) possui experiência no assunto? Há quanto tempo ele(a) cozinha? Em que restaurantes trabalhou? É profissional da área, independente da sua formação acadêmica? Com quem já fez parcerias? Ou, para quem cozinhou?
Todos esses questionamentos podem até nos ajudar a identificar uma comida muito bem feita, talvez de boa fama, deliciosa de se consumir, e, até, agradável aos olhos. No entanto, jamais os seus ingredientes, a sua aparência, ou a técnica, a experiência e a capacitação natural do seu autor para desenvolvê-la, podem defini-la ou não como uma comida cristã. É óbvio que não existe uma comida cristã. Pode ser que cristão seja aquele que a produz. E você pode até estar achando tudo isso aqui meio ridículo. Mas foi exatamente o que fizeram com a nossa música chama de “cristã”. Releia o artigo, substituindo a palavra “comida” por “música”, e com algumas pequenas adequações, e constate tal realidade.
Que o Senhor, Pai da Luzes e das Artes, Criador Criativo em tudo, abençoe você ricamente!
Para quem não lê: Deseja-se criar uma classificação para música como cristã, muitas vezes baseada no seu conteúdo, na sua aparência ou na técnica, experiência ou talento natural do seu compositor, quando na realidade, não existe música cristã propriamente dita, mas sim cristãos que fazem músicas.
Artigo escrito para o portal Cristianismo Criativo.
Peso na consciência
Pela manhã, na faculdade, eu recebi uma oferta tentadora sobre falsificar um certificado. Uma amiga estava falsificando certificados de cursos extras para que ela pudesse obter mais horas de cursos, e desta maneira, atingir a número de horas necessárias para se graduar.
Ela me disse: “ninguém percebe, Bruna! É só escanear e mudar o nome! Pronto! Isso serão 40 horas a mais no teu currículo!”
Na mesma hora, eu disse um NÃO bem curto. Depois, ela foi com calma, tentando me convencer, e mais alunas se agregaram ao grupo, falando que ?todo mundo faz isso? e que elas também fizeram e farão o mesmo.
Eu não vou negar que a oferta foi tentadora. Mas ao mesmo tempo, senti um peso na minha consciência. Isso mesmo, a consciência do cristão é, nada menos do que uma cutucada do Espírito Santo de Deus que habita em nós; como diz em 1Tm 1:19: ?Conserves a fé, e a boa consciência, a qual alguns, rejeitando, fizeram naufrágio na fé?.
Novamente, eu disse NÃO à minha amiga e tive a oportunidade de testemunhar sobre o Deus que eu sirvo, através de atos simples.
Muitas vezes iremos nos deparar com situações assim. E elas aparecerão quando nós mais precisamos (porque, de fato, eu preciso de 200 horas a mais de cursos no meu currículo até julho do ano que vem!). Mas não rejeite a sua consciência. Aproveite para demonstrar Deus em sua vida de maneira simples.
Todos aqueles ensinamentos que aprendemos com os mais velhos, com os pastores, com a Palavra de Deus e com amigos cristãos, ficam guardados em nossas mentes e em nossos corações, mesmo que não percebamos. E quando mais necessitarmos colocá-los em prática, a nossa consciência nos ajudará a entender o que é certo ou não a ser feito.
Leia a Bíblia e conheça mais sobre o melhor modo de viver a vida: sem pesos na consciência.
* “Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza?. [ITm 4:12]
* ?…nem participes dos pecados alheios; conserva-te a ti mesmo puro?. [ITm 5:22]
* ?Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão?. [ITm 6:11]
A Lição do Abacateiro
Havia no meu quintal um abacateiro que produzia pouquíssimos frutos.Por acreditar que uma árvore frutífera precisa ser produtiva, pedi a Deus que abençoasse aquele abacateiro permitindo-lhe frutificar bastante.
A florada aconteceu e o abacateiro se encheu de centenas de frutinhos.Quando eles já estavam grandes, para surpresa minha, o galho central, com 70 abacates, quebrou.Um outro galho também, por não suportar o peso, acabou caindo, levando tantos outros frutos.
Fiquei perplexo!
Deus havia permitido que o abacateiro ficasse recheado de frutos e logo depois quebrasse, sem que eu os proveitasse. Por quê? A resposta veio logo. Nem sempre temos estrutura para suportar o tamanho da bênção que pedimos a Deus. Por isso, muitas vezes precisamos esperar algum tempo para recebê-la. Ela só virá quando nossa vida estiver profundamente enraizada no terreno fértil da fé em Jesus Cristo, enrijecida pela leitura constante da Palavra de Deus, fortalecida pela seiva da oração e produzindo os frutos abundantes da presença de Deus em nós.
Assim, na certeza de que a glória não é nossa, mas do Senhor Jesus, não sucumbiremos ao volume da bênção. Que Deus fortaleça nossa vida e nos ensine a firmá-la em seus propósitos eternos, a fim de que, submissos ao seu querer, estejamos preparados para abençoar e ser abençoados.
Texto retirado de: http://blogs.gospelmais.com.br/pastorclaybom/a-licao-do-abacateiro/
O Tempo de Deus
Gostaria de compartilhar duas coisinhas que Deus falou ao meu coração ontem.
Após uma longa conversa com uma amiga que está passando por uma fase difícil, pensei o seguinte: “O tempo de Deus é o tempo DELE. Não nosso. Isso significa que não há NADA que possamos fazer a fim de que Deus apresse ou retarde alguma situação.”
Aos nossos olhos, seria muito bom se, ao sofrermos, Deus apressasse as coisas, pra que a gente não sofresse mais. Ou que ele adiasse alguma situação pra que a gente não tivesse que passar logo por ela.
Mas quando Deus estabelece o SEU tempo, não há nada que possamos fazer, a não ser… ESPERAR.
Esperar em Deus significa entregar em Suas mãos tudo aquilo que nos aflige, tudo aquilo que nos preocupa, tudo aquilo que nos faz ficar ansiosos. Porque se não entregarmos, a ansiedade toma conta de nós de uma maneira tão grande que começamos a demonstrar uma falta de confiança em Deus. Ansiedade é exatamente isso: não confiar a Deus nossos problemas e não confiar nEle.
Deus é o nosso criador. Ele nos conhece mais do que ninguém. E geralmente, as mudanças que Ele quer realizar em nós, tomam tempo. Deus não é o Deus da pressa. Ele é o Deus da espera. Quando essa verdade realmente chegar ao nosso coração, conseguiremos ENTREGAR pra Ele e simplesmente ESPERAR com FÉ no Senhor… porque, de fato, Ele fará.
A segunda coisinha que aprendi, é bem simples e não precisa de tantos rodeios para explicar. Vejo muita gente falando que é cristão porque lê a Bíblia e ora todos os dias. Isso é bem legal e importante. Mas a leitura da Palavra e a oração só tem sentido se elas interferem em nossas atitudes no dia-a-dia. Não podemos nos contentar somente em ler e orar. Não estamos fazendo nada mais do que… nos alimentar. Mas esse alimento deve surtir resultados em nossas ATITUDES. Se não… estaremos vivendo nada mais do que uma vida de religiosidade.
Nadando contra a maré
“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.” [salmo 1:1-3]
Hoje em dia, temos visto muitas pessoas perdidas. Sendo atacadas por valores errados, e simplesmente deixando esses valores penetrarem em seus corações. É ficar, é fumar, é constantemente se divertir em lugares que não lhes proporciona NADA de bom. É andar com pessoas “populares”, a fim de serem invejados. É conhecer tudo aquilo que não se conhece. É pedir conselhos a quem não tem conselhos firmados na palavra de Deus. É mentira, é imoralidade, é preguiça, é mediocridade. É “deixar pra amanhã”, é “só um pouquinho não faz mal”.
E aí, as pessoas vão indo de acordo com a maré. São levadas pela maioria a lugares que não acrescentam nada, mas que deturpam a imagem do Deus que habita nelas.
O Salmo 1 tem muito a nos ensinar. Ele não significa que devemos viver em uma “bolha”, aonde só entram aqueles que conhecem a Deus. Não mesmo. O Salmo 1 nos mostra que aquele que busca as verdades de Deus é extremamente feliz! Porque Deus se alegra disso. E Deus começará a operar em suas vidas, de maneira que ele nunca tenha sede, saiba sempre por onde andar, saiba sempre influenciar positivamente as pessoas de seu convívio e tudo quanto fizer, prospere: relacionamento familiar, estudos, comunhão com o próximo, ministério, namoro/noivado/casamento… e por aí, vai.
Qual tem sido a sua “rodinha de amigos” favorita? A quem você tem pedido conselhos? Aonde você tem se deleitado? Lembre-se de que “as más conversações corrompem os bons costumes” (I Cor. 15:33). Pense nisso.

