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Acostumado a comentar a vida alheia?

Há pessoas que estão acostumadas a comentar a vida alheia. Parece ser uma incoerência, mas entre os cristãos é um hábito muito comum, apesar de Deus ter deixado bem claro que abomina essa conduta (Pv. 6:19). Tal hábito é uma enfermidade que controla nossa mente e emoção e desperta em nós um espírito que pode nos destruir (Pv. 26:24,25).
Tal enfremidade é gradativa. Há sintomas que se alastram e que podemos reconhecer claramente; são sinais de alerta que devem nos levar ao arrependimento e à busca de cura.
Pouco a pouco, desenvolvemos uma amargura e revolta contra alguma pessoa, às vezes mesmo sem ela ter nos ferido diretamente. Assumimos posturas de juízes em um assunto que é inteiramente da responsabilidade de Deus. Não contentes com isso, procuramos recrutar outros e tentamos descobrir mais fatos, atitudes, palavras negativas envolvendo a pessoa que é nosso desafeto, querendo deturpar ainda mais a sua imagem. Por fim, no auge da contaminação do coração, aquietamos a nossa alma com a justificativa arrogante e errada de que estamos fazendo a vontade de Deus, ao invés de reconhecer que estamos abrindo uma enorme brecha para que seu santo nome seja blasfemado entre os não-cristãos.
Há cura para este mal? … para Deus não há impossível. Ele deixou em Sua Palavra o antídoto para esse veneno, que é a maledicência.

O que Deus quer daqueles que pretendem ter uma vida mais séria com ele?


Que resguardem suas línguas do mal,
evitando falar dolosamente (Tt 3:1,2); que desaprovem os comentários maldosos com firmeza (Pv. 25:23 e IPe 2:12). Se acontecer uma calúnia, sempre deve-se procurar a reconciliação (ICo 4:13).
Sabemos que não é fácil controlar a língua… mas temos que estar sempre atentos para não cair nas ciladas de Satanás (Ap 12:10). É gratificante e compensador saber que os santos são abençoados por suportarem comentários maldosos (Mt 5:11).

Texto retirado de: “Devocional Diária” – Jaime e Judith Kemp
16/03/09